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César Fonte: “É na Grandíssima que estou focado”

César Fonte | Foto: João Fonseca

“É na Grandíssima que estou focado”

 

César Fonte tem 28 anos e cumpre a segunda época na Rádio Popular-Boavista. É natural de Vila Franca, Viana do Castelo. Venceu a Taça de Portugal 2014 e, no final de maio, figurava como o melhor classificado português do pelotão nacional no ranking europeu: 135º. Em 2015 soma seis lugares no top-ten, quatro dos quais em corridas internacionais. O seu principal objetivo é a  Volta a Portugal e diz que a motivação advém muito simplesmente de fazer o que mais gosta.

 

César, que balanço fazes da tua temporada?
Apesar de todos contratempos posso fazer um balanço positivo, claro que gostaria de ter já vencido uma corrida mas, até hoje ainda não foi possível.

Revisionando os teus resultados até ao momento, quais aqueles que achas que poderias ter feito melhor?

A Clássica Internacional de Loulé, apesar de ter obtido um bom resultado -foi 2º- a queda ao inicio da prova limitou-me um pouco nesse dia. Por outro lado, a prova que me deixou mais água na boca foi a Klasika de Amorebieta. Na verdade sinto que poderia ter feito pódio numa corrida de grande nível se não tivesse arrancado tão cedo. São circunstância de prova que as vezes correm perfeitamente e que em outras cometemos pequenos erros que acabam por nos tirar excelentes resultados.

Qual a importância de competir frequentemente em provas internacionais e no estrangeiro? Qual a prova estrangeira que mais apreciaste esta época?

Para a nossa evolução acaba por ser bastante importante. Em Portugal etapas de dureza extrema são raras. No estrangeiro são o prato do dia, o ritmo e o nível é superior e isso tudo junto acaba por trazer outra evolução. Para mim, a Vuelta a Astúrias, na qual não estava muito bem de saúde e fisicamente, foi espetacular.

A Taça de Portugal arrancou com um segundo lugar. É novamente um objetivo para a época?

Sinceramente não era um objetivo no qual estava obcecado mas, estando agora em segundo lugar e na luta e sabendo que a minha condição física vai melhorar com o aproximar do grande objetivo da época (Volta a Portugal) não posso descartar o feito do ano passado. As duas próximas provas (O. Azeméis e M. Bruno Neves) são perfeitas para as minhas características, foi exatamente nestas provas que no ano passado assumi a liderança da Taça de Portugal. Este ano tentarei aproveitar da melhor maneira.

Na equipa, tens muitas vezes cumprido a função de um sprinter. Sentes-te à vontade nesta responsabilidade?

Na verdade para mim é um pouco complicado, não tenho em nada características de sprinter puro mas acabo por ser um ciclista rápido. Em chegadas com inclinação sinto-me bastante confortável, já em chegadas rápidas não digo o mesmo.

A equipa em 2015 parece reforçada face a anos anteriores. Crês que temos um bloco mais sólido?

Pessoalmente, acho que a nosso equipa reforçou-se muito bem este ano. Temos um equipa muito jovem mas com bastante valor. O futuro da equipa é risonho.

Quais os teus próximos objetivos/corridas na temporada?

Para esta segunda fase da época tenho como principais objetivos o Campeonato Nacional e Volta a Portugal. Naturalmente após o segundo lugar na primeira prova da Taça de Portugal terei que a considerar também como objetivo.
Após uma pequena paragem acredito que com muito trabalho conseguirei estar num bom nível na restante época e nos objetivos a que me proponho.

A Volta a Portugal. O que esperas alcançar?

A Volta a Portugal é o grande objetivo da época. Pessoalmente é na grandíssima que estou focado a partir de agora. Na nossa equipa temos o objetivo de ganhar a competição, temos ciclistas e líderes com classe para tal. Dentro da equipa espero ter liberdade para poder lutar por vitórias de etapas, existem etapas muito boas para as minhas características e espero estar no meu melhor fisicamente para estar na luta de bons resultados.

És um dos melhores a correr em Portugal. Para quando o regresso à seleção? E O Mundial…seria um objetivo?

Na verdade e sinceramente era um sonho voltar a representar a nossa seleção e defender as nossas cores como sempre fiz quando fui chamado nas camadas jovens. Os anos passam e cada vez acredito menos nessa hipótese. Não sei os critérios de escolha do selecionador, quando não tenho oportunidade de ser selecionado para os Europeus, a convocatória que deu mais oportunidades aos portugueses a correr em Portugal é quase impossível ser selecionado para um campeonato do mundo.

O que te motiva a cada dia em ser ciclista profissional?

Na verdade faço o que mais gosto e isso já é motivo de motivação. Por outro lado gosto de ser competitivo e como tal ganho motivação para alcançar o que me proponho.

O que é fazer parte da Radio Popular-Boavista?

Fazer parte da Radio Popular Boavista é fazer parte de uma grande instituição mas, principalmente é fazer parte de um grande grupo de amigos. É um grande orgulho vestir e levar pela estrada fora uma grande empresa e marca como a Radio Popular, representar e levar ao peito o símbolo de um grandíssimo clube como o Boavista, isto tudo é motivação para honrar da melhor forma quem acredita em nós.